domingo, 29 de julho de 2012

PARABÉNS ANJO

Na data de hoje,há vinte e nove anos atrás nascia um anjo.Ele veio com a missão de ficar na Terra por alguns meses e depois voltar para Deus.Era uma menina e se chamava Emanuele Josélia.Quando ela nasceu seus pais já tinham quatro filhos,mas a acolheram e amaram da mesma forma que aos outros quatro.Seus irmãos,dois meninos e duas meninas   também a amaram e com ela brincaram muito.Ela era tão doce,tão linda e quando mamava no peito de sua mãe,uma onda de amor as envolvia e o mundo se tudo ficava mais bonito.Era também chamada de Anjo da Consolação,por sua mãe,porque com o sorriso dela tudo se acalmava.Ela era a alegria da família e todos se encantavam com suas gracinhas.Mas um dia ela adoeceu e seus pais tudo fizeram para que ela fosse curada.Médico nenhum sabia o que ela tinha.Até que todos os recursos de seus pais,que já não eram muitos,foram esgotados.E ela só piorava a cada dia.
Até que a menininha piorou tanto que seus pais foram,a conselho de uma amiga,procurar um Hospital que na época era referência.E lá não tinha vagas.Encaminharam os pais com a criança para outro hospital,mas naquele tempo não havia a Lei que favorece aos pais acompanharem seus filhos quando são internados e nem algum membro da família acompanhar seus familiares idosos.A menina ficou internada e seus pais tiveram que voltar sem ela para casa.E nos dias que se seguiram a mãe só tinha direito de ir no hospital para amamentar a menina uma vez por dia e ficar um pouco com ela.E o estado de saúde da criança piorava a cada dia.Mas os médicos diziam que não havia como a mãe ficar e que o leite era fraco,já não alimentava mais a criança,mas ela tinha apenas um ano e quatro meses.Há uns dez anos mais ou menos,não me lembro quantos,os médicos dizem que a mãe deve amamentar seus filhos exclusivamente no peito até os seis meses e depois ir introduzindo aos poucos outros alimentos e continuar amamentando até dois anos ou mais.E há vinte e oito anos atrás o leite da mãe de uma criança de um ano e três meses já não servia pra nada.Isso revolta só de lembrar da incompetência desses médicos.
A criança se sentiu abandonada.Logo ela que era tão à família.Ela foi a primeira vez e voltou,mas a mãe sentia que ela não estava bem.Na segunda vez ela não viveu mais que três dias longe da mãe.No dia que ela morreu,sua mãe foi amamentá-la e ela já estava agonizando e não quiz mamar.Os médicos e as enfermeiras disseram que iam fazer uma transfusão de sangue e precisavam que ela saísse.Quando a mãe angustiada chegou em casa,chegou a prima do seu marido dizendo que estavam ligando do hospital e que queriam falar com ela.Ela angustiada já sabia o  que era.Quando ela chegou para atender o telefonema,sua sogra informou que eles iam ligar dali a cinco minutos.Foram os cinco minutos mais angustiantes da vida dessa mãe.Quand o ligaram a pessoa deu a notícia secamente de que sua filhinha havia morrido.Era o dia 15 de dezembro de 1985.Faltando dez dias paro o Natal.
O mundo desabou.Tanto sofrimento,tanta dor,só quem perde um filho sabe o que significa isso.A dor é dilacerante.Mas havia os outros filhos.E precisavam dela.E assim,por eles,ela sobreviveu a todo sofrimento.E buscou forças onde não tinha e criou os quatro filhos que lhe restaram e eles estão aí,já casados e também tem os seus filhos.E são a alegria dessa vovó.E essa mulher que passou por tudo isso,neste momento está escrevendo esta postagem.
Sim,esta mulher sou eu.Eu passei por todo este sofrimento.Perdi uma filha ainda bebê e sofri muito.E escrevi este texto na terceira pessoa para tentar amenizar minha dor.Sim,ainda dói e sempre vai doer.É ferida que ainda sangra quando é tocada.Mas eu aprendi com meu irmão quando perdemos nosso pai,que foi assaltado e assassinado,não devemos lembrar como ele morreu,devemos lembrar como ele viveu.Por isso talvez que eu me lembre da minha filhinha sempre no dia de aniversário do seu nascimento,mas no de sua morte,quando lembro já passou,não sei se é por causa do Natal,que ela nem siquer chegou a saber o que é,pois só viveu um Natal e era muito pequenina um bebezinho ainda de quatro meses.O fato é que o Natal tem o poder de me deixar encantada com sua magia.Falo muito pouco sobre este sofrimento que passei,são poucas as pessoas que sabem desta cicratiz que trago no peito e que ainda sangra de vez em quando,mas hoje lembrei dela,como todos os anos  lembro nesta mesma data,em que ela nasceu.E me deu vontade de falar.Só com minha amiga Flor,eu falei certa vez em uma postagem em que ela falou de ter perdido uma filha,quando  comentei a postagem e disse que também perdi uma filha.Mas eu nunca falo quase dessa minha história com ninguém.Mas hoje bateu no peito uma saudade forte da minha menina.Desculpem se falei tanto hoje de tristeza.Já passou e agora vocês sabem que por trás desta minha felicidade há esta cicatriz indelével,que dói,mas é uma dor que não incomoda tanto,pois sei que minha filhinha está no Céu e contempla dia e noite a Sagrada Face de Deus e é feliz eternamente.Mais uma vez peço desculpas a vocês e deixo um pensamento que li esta semana na folhinha do SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS,que tenho em casa e destaco todos os dias:
SAUDADE É QUANDO O MOMENTO TENTA FUGIR DA LEMBRANÇA PARA ACONTECER DE NOVO E NÃO CONSEGUE.(Adriana Falcão)
Boa noite,amigos.Beijos e uma semana maravilhosa para todos.
Hoje sou uma mulher feliz e de bem com a vida.E sei que foi a vontade de Deus.Pensei até em remover esta postagem,pois ficou muito longa e eu não gosto de falar de coisas tristes,mas já passou e sei que lá no Céu existe mais um Anjo intercedendo a Deus por mim e meus filhos e netos que aqui estão e são maravilhosos.Esta é minha homenagem a este Anjo que passou na minha vida para fazer com que eu fosse uma pessoa melhor  do que era antes de conhecê-la.Parabéns pelo seu aniversário e Pela vida eterna sem ter conhecido o pecado.(30/07/2012)
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