quinta-feira, 16 de junho de 2011

ERNESTO,TAMBÉM NÃO VOU TE ESQUECER NUNCA,MEU GATINHO QUERIDO.

Agora meu Ernesto foi fazer companhia ao Juquinha.Nunca os esquecerei.Eu os criei desde bebezinhos e eles viveram a vida inteira ao meu lado.Este ano,no início de janeiro eu perdi Juquinha e esta semana,mas precisamente na segunda feira perdi Ernesto.Eu o deixei de manhã aparentemente bem.Dei-lhe comida e água e fui trabalhar.Quando cheguei do trabalho minha filha me disse que ele estava passando mau.Ele só estava me esperando,Olhou para mim cheio de amor e eu o agasalhei bem.não pude levá-lo ao veterinário pois já estava tarde e quando foi de madrugada ele morreu.Desde então estou triste,com o coração partido e a saudade está doendo muito.Eu sempre tive bichos,principalmente gato e cachorro (quando era criança também tive até galinhas,patos e marrecos),Todos os meus bichinhos foram importantes para mim,mas os que tive nos últimos anos foram especiais.Foram muitos gatos nestes últimos dezesete anos da minha vida:Cirilo,Fred,Pablo,Gorgorino,Tatá,Lourinho,Tobias e Genival,além de Ernesto e Juquinha e Herald.Parece parece incrível,mas chegou uma época em que cheguei a ter dez gatos (mas tem gente que tem até mais) e todos os outros se foram e os últimos que restaram foram Juquinha e Ernesto.Eu pedi a Deus que eles vivessem o tempo de vida de um gato.E eles viveram até este ano.Juquinha tinha treze anos quando morreu agora em janeiro e Ernesto tinha quatorze.Não sei exatamente a média de vida de um gato,mas creio que estes anos foram o tempo que Deus determinou para que eles dois vivessem.É uma graça para quem ama gatos,ver eles viverem tanto tempo,principalmente aqui no Brasil,onde talvez por causa de algumas superstições,eles são perseguidos,detestados e assassinados.Dizem que gato preto atrai má sorte,mas azar mesmo é lidar com uma pessoa que não respeita o direito dos animais  de viverem e tira a vida de gatos inocentes em nome de sincretismos ou maltrata cães,gatos e todo tipo e espécie de animal,até mesmo seus semelhantes.Graças a Deus consegui proteger meus gatos e os cães que tive também de serem vítimas destes verdadeiros monstros.Meu Ernesto estava se achando o rei da casa,pois estava sendo,como sempre foi, tratado com todo dengo e amor,e agora eu o paparicava ainda mais,por causa da morte de seu irmão.Agora ele foi fazer companhia ao Juquinha e seus outros irmãozinhos e pela fé que tenho neste Deus maravilhoso,que me concedeu a graça de ser pastora de um rebanho de dez gatos e eles viverem o seu tempo de vida longe das maldades de que outros animais são vítimas,esta dor um dia vai passar e só vai ficar uma saudade boa.O mais incrível é que Deus sabendo de todas as coisas,poucas semanas antes do Ernesto morrer proveu uma consolação para minha dor.Poucas semanas antes do Ernesto me deixar,apareceu um gatinho aqui em minha casa faminto.Passei a alimentá-lo e ele sempre vinha nos horários das refeições e depois que comia ia embora.Desde que Ernesto partiu,ele está vindo e está ficando cada vez mais tempo e é muito amoroso.Minha filha até acha que talvez seja Deus que tenha mandado esse gatinho para me consolar,pois sabia o quanto eu iria ficar triste.O mais incrível ainda é que eu sempre ficava triste quando lembrava do Juquinha,mas depois que esse gatinho apareceu,a tristeza se acalmou e em seu lugar ficou uma saudade boa,que não machuca e antes machucava muito.Mas agora,minha saudade do meu Ernesto está doendo tanto!Continuo dando comida ao gatinho,antes eu só dava comida,pois Ernesto podia ficar com ciúmes.,mas agora também estou dando carinho,pois ele está abandonado e precisa de carinho.Corrigindo:estava abandonado,mas agora não está mais,pois ele tem quem dê comida e carinho a ele e um cantinho para se abrigar,se ele quizer ficar.Mas a saudade dos meus "meninos" Ernesto e Juquinha vai ser eterna.Foram muitos anos da minha vida dedicados a eles.Quantas viagens deixei de fazer só para ficar com eles!Quanto amor eles me deram em troca de um pouco de carinho,comida e cuidados!E quantos ronrons,lambidinhas,esfregadinhas nas minhas pernas!Quantas brincadeiras quando eram jovens e quanta sabedoria naqueles olhares de quem para mim nunca envelhecia,mas que já sentia o peso da idade e a velhice tranquila de quem passou a vida toda sendo paparicado e nunca precisou lutar pela própria sobrevivência,pois eu os provia de tudo que eu podia lhes dar,além do meu amor!Nunca irei esquecer os meus "meninos".Está doendo muito.Que saudades das nossas "conversas".Eu não falava a linguagem deles e eles nem sequer falavam,mas nós nos entendíamos muito bem.Cada miado deles expressava uma emoção,uma vontade,um sentimento ou simplesmente me chamava ou dizia o quanto eles me amavam e eu era importante na vida deles.E pensar que,há uma ano atrás,eu quase morri quando minha pressão subiu tanto que tive que ser levada para uma emergência às pressas.Eu só pensava o que seria deles sem mim.Mas eu fui salva da morte e sobrevivi para cuidar deles até o fim.Apesar da saudade,sinto uma enorme sensação de missão cumprida e de que dei conta do rebanho de gatos que Deus me deu para cuidar.Agora ele me confiou outro ser necessitado para que eu o alimente e dê um pouco de carinho.Meu neto já até o batizou de Petrônio Afunda Barcos,um pirata personagem de um livrinho de historinha que ele leu.Aqui em casa bicho tem nome de gente e é tratado com muito respeito e carinho.Como todos eles merecem ser tratados.Deverei ser sempre assim,independente de serem chamados de nomes de gente ou não.Afinal,todos merecem respeito seja gente ou seja bicho,seja animal,vegetal ou a própria Natureza de que fazemos parte.
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